O que significa o nome Mateus na Bíblia?
O nome Mateus ecoa através das páginas sagradas como um testemunho da generosidade divina. Este nome, repleto de significado espiritual, marca um dos momentos mais transformadores da história bíblica, quando um cobrador de impostos foi chamado a se tornar um dos doze apóstolos de Jesus Cristo. Você sabia que o nome Mateus carrega em sua essência a ideia de ser um presente concedido por Deus? Ao explorarmos seu significado, descobrimos não apenas a história de um homem, mas uma profunda verdade sobre como Deus enxerga cada um de nós: como dádivas preciosas, capazes de propósitos extraordinários, independentemente de nosso passado ou reputação. Como diz o Salmo 127:3: “Os filhos são herança do Senhor, uma recompensa que ele dá”, um versículo que ressoa com o significado intrínseco do nome Mateus.
Origem e Significado Bíblico do Nome
O nome Mateus deriva do hebraico “Mattityahu” (מַתִּתְיָהוּ), que significa literalmente “Presente de Deus” ou “Dádiva de Yahweh”. Esta etimologia revela uma profunda verdade teológica: cada vida é um presente divino, concedido com propósito e significado. No grego do Novo Testamento, o nome aparece como “Matthaios” (Ματθαῖος).
A primeira menção significativa deste nome no Novo Testamento encontra-se em Mateus 9:9, quando Jesus convida o coletor de impostos a segui-lo: “Partindo dali, Jesus viu um homem chamado Mateus, sentado na coletoria, e disse-lhe: ‘Siga-me’. Mateus levantou-se e o seguiu.” Este momento crucial marca não apenas o chamado de um homem, mas simboliza a graça de Deus que transforma um agente do sistema opressor romano em um apóstolo e evangelista.
No livro de Marcos 2:14, o mesmo personagem é chamado de “Levi, filho de Alfeu”, sugerindo que Mateus possivelmente tivesse dois nomes, uma prática comum na Palestina do primeiro século, onde muitos judeus possuíam tanto um nome hebraico quanto um nome greco-romano. Lucas 5:27-28 também se refere a ele como Levi: “Depois disso ele saiu e viu um publicano chamado Levi, sentado na coletoria, e disse-lhe: ‘Siga-me’. E Levi, deixando tudo, levantou-se e o seguiu”.
No Antigo Testamento, encontramos variantes deste nome em personagens como Matitias (1 Crônicas 9:31), Matatias (Esdras 10:43) e Matitias (1 Macabeus 2:1, nos livros deuterocanônicos), todos compartilhando a mesma raiz etimológica que enfatiza ser um presente ou dádiva de Deus.
A escolha de Jesus por um cobrador de impostos como Mateus demonstra que o valor de uma pessoa aos olhos de Deus transcende rótulos sociais e reputações. Como Paulo escreveria mais tarde em 2 Coríntios 5:17: “Portanto, se alguém está em Cristo, é nova criação. As coisas antigas já passaram; eis que surgiram coisas novas!”
Personagem Bíblico Relacionado ao Nome
Mateus: O Cobrador de Impostos Transformado em Apóstolo
Mateus aparece nas Escrituras como um publicano (cobrador de impostos) que trabalhava para o governo romano em Cafarnaum. Na sociedade judaica do primeiro século, os cobradores de impostos eram considerados traidores de seu próprio povo e frequentemente praticavam extorsão para enriquecer. Eram desprezados e classificados junto com os “pecadores”, como evidenciado em Mateus 9:10-11: “Estando Jesus em casa, sentado à mesa, muitos publicanos e ‘pecadores’ vieram e comerem com ele e seus discípulos. Vendo isso, os fariseus perguntaram aos discípulos dele: ‘Por que o mestre de vocês come com publicanos e ‘pecadores’?'”
O chamado de Mateus representa um dos exemplos mais poderosos da graça transformadora de Cristo. Enquanto a sociedade o via como indigno, Jesus viu nele um potencial apóstolo e evangelista. A resposta imediata de Mateus ao chamado – “levantou-se e o seguiu” – demonstra a transformação radical que o encontro com Jesus pode provocar.
Após seu chamado, Mateus organizou um grande banquete em sua casa, convidando seus colegas publicanos para conhecerem Jesus, conforme relatado em Lucas 5:29: “Então Levi ofereceu um grande banquete a Jesus em sua casa. Uma grande multidão de publicanos e de outras pessoas estava comendo com eles”. Este ato demonstra o desejo instantâneo de compartilhar sua nova fé com aqueles que, como ele, necessitavam da mesma graça transformadora.
Mateus é listado entre os doze apóstolos em todas as quatro listas do Novo Testamento (Mateus 10:2-4, Marcos 3:16-19, Lucas 6:14-16 e Atos 1:13). Em sua própria lista, ele humildemente se identifica como “Mateus, o publicano” (Mateus 10:3), nunca esquecendo de onde veio e o que a graça de Deus havia feito em sua vida.
De acordo com a tradição da igreja primitiva, Mateus pregou o evangelho aos judeus na Judeia por vários anos antes de levar a mensagem para nações estrangeiras. Ireneu, um dos pais da igreja do segundo século, escreveu: “Mateus também publicou um livro do evangelho entre os hebreus em sua própria língua”.
A tradição cristã sustenta que Mateus foi martirizado na Etiópia, selando seu testemunho com seu sangue, embora os detalhes variem conforme diferentes fontes históricas.
Mateus: O Autor do Primeiro Evangelho
A maior contribuição de Mateus para a fé cristã foi a composição do evangelho que leva seu nome. Sendo um cobrador de impostos, ele possuía habilidades de escrita e manutenção de registros necessárias para seu trabalho anterior, qualificações que Deus redirecionou para um propósito mais elevado.
O Evangelho de Mateus é singularmente estruturado para demonstrar que Jesus é o Messias prometido, o cumprimento das profecias do Antigo Testamento. Frequentemente, Mateus utiliza a fórmula “para que se cumprisse o que foi dito pelo profeta”, como em Mateus 1:22, 2:15, 2:17, 2:23, 4:14, 8:17, 12:17, 13:35, 21:4 e 27:9.
Seu evangelho contém cinco grandes discursos de Jesus, possivelmente como um paralelo aos cinco livros de Moisés (o Pentateuco):
- O Sermão da Montanha (capítulos 5-7)
- Instruções para a missão (capítulo 10)
- Parábolas do Reino (capítulo 13)
- Discurso sobre a igreja (capítulo 18)
- Discurso escatológico sobre o fim dos tempos (capítulos 24-25)
Mateus registra 23 parábolas de Jesus, mais que qualquer outro evangelista, e enfatiza repetidamente o tema do “Reino dos Céus” (uma frase que aparece 32 vezes em seu evangelho).
Como ex-publicano, Mateus tinha uma perspectiva única sobre dinheiro e posses materiais. Seu evangelho é o único a registrar a parábola dos trabalhadores na vinha (Mateus 20:1-16), a parábola dos dois filhos (Mateus 21:28-32) e a parábola das dez virgens (Mateus 25:1-13), todas com importantes lições sobre valores espirituais versus materiais.
O evangelista também preservou exclusivamente o diálogo entre Jesus e Pedro sobre o pagamento do imposto do templo (Mateus 17:24-27), um tema que naturalmente interessaria a um ex-cobrador de impostos.
Aplicação Espiritual e Reflexão Cristã
O significado do nome Mateus – “Presente de Deus” – oferece profundas reflexões para nossa vida espiritual. Em primeiro lugar, nos lembra que cada pessoa é uma dádiva divina, como afirma Tiago 1:17: “Toda boa dádiva e todo dom perfeito vêm do alto, descendo do Pai das luzes, que não muda como sombras inconstantes”.
Para quem carrega o nome Mateus, existe um lembrete constante de que sua vida é um presente de Deus para o mundo, com propósitos específicos a cumprir. Como Paulo escreveu em Efésios 2:10: “Pois somos criação de Deus realizada em Cristo Jesus para fazermos boas obras, as quais Deus preparou antes para nós as praticarmos”.
A história de Mateus nos ensina que ninguém está além do alcance da graça divina. Independentemente de nosso passado ou reputação, Deus pode transformar nossas vidas e redirecionar nossas habilidades para propósitos mais elevados. Como afirma 1 Coríntios 1:26-29: “Irmãos, pensem no que vocês eram quando foram chamados. Poucos eram sábios segundo os padrões humanos; poucos eram poderosos; poucos eram de nobre nascimento. Mas Deus escolheu as coisas loucas do mundo para envergonhar os sábios, e escolheu as coisas fracas do mundo para envergonhar as fortes. Ele escolheu as coisas desprezíveis do mundo, as coisas que nada são, para reduzir a nada as que são, a fim de que ninguém se vanglorie diante dele”.
O chamado de Mateus e sua resposta imediata nos desafiam a considerar nossa própria prontidão em seguir a Cristo, deixando para trás antigas lealdades e sistemas de valores. Jesus disse em Lucas 9:62: “Ninguém que põe a mão no arado e olha para trás é apto para o Reino de Deus”.
A transformação de Mateus de cobrador de impostos em evangelista ilustra como Deus não apenas nos aceita como somos, mas nos transforma em quem devemos ser. Paulo expressa este princípio em Filipenses 1:6: “Estou convencido de que aquele que começou boa obra em vocês, vai completá-la até o dia de Cristo Jesus”.
O banquete que Mateus ofereceu após seu chamado demonstra a natureza contagiante da verdadeira conversão – desejamos compartilhar nossa nova vida com outros. Jesus disse em Mateus 5:14-16: “Vocês são a luz do mundo. Não se pode esconder uma cidade construída sobre um monte. E, também, ninguém acende uma candeia e a coloca debaixo de uma vasilha. Pelo contrário, coloca-a no lugar apropriado, e assim ilumina a todos os que estão na casa. Da mesma forma, brilhe a luz de vocês diante dos homens, para que vejam as suas boas obras e glorifiquem ao Pai de vocês, que está nos céus”.
A identificação humilde de Mateus como “o publicano”, mesmo após se tornar apóstolo, nos ensina sobre a importância da humildade e do reconhecimento contínuo da graça de Deus. Como Pedro exorta em 1 Pedro 5:5: “Da mesma forma jovens, sujeitem-se aos mais velhos. Sejam todos humildes uns para com os outros, porque ‘Deus se opõe aos orgulhosos, mas concede graça aos humildes'”.
O Evangelho de Mateus, com sua ênfase em Jesus como o cumprimento das profecias, nos lembra da fidelidade de Deus às suas promessas. Como afirma 2 Coríntios 1:20: “Pois, por mais numerosas que sejam as promessas de Deus, todas têm o ‘Sim’ em Cristo. Por isso, por meio dele, o ‘Amém’ é pronunciado por nós para a glória de Deus”.
Considerações
O nome Mateus ressoa através das Escrituras como um testemunho da generosidade e graça transformadora de Deus. Da mesa do cobrador de impostos ao círculo íntimo dos apóstolos de Jesus, a jornada de Mateus nos recorda que somos todos presentes de Deus, destinados a propósitos que transcendem nossa compreensão inicial.
Seja através de sua pronta resposta ao chamado de Jesus, seu desejo de compartilhar sua nova fé com antigos companheiros, ou seu meticuloso registro do ministério de Cristo, Mateus exemplifica como uma vida rendida a Deus pode ter impacto eterno.
O fato de que o primeiro livro do Novo Testamento foi escrito por um ex-cobrador de impostos – uma das profissões mais desprezadas da sociedade antiga – evidencia a verdade expressa em 1 Samuel 16:7: “O Senhor não vê como o homem: o homem vê a aparência, mas o Senhor vê o coração”.
Que cada pessoa chamada Mateus possa carregar este nome com a consciência de seu rico significado espiritual, lembrando que são dádivas de Deus para o mundo. E que todos nós, independentemente de nossos nomes, possamos reconhecer nossa vida como um presente divino e viver à altura deste chamado, como Paulo exorta em Efésios 4:1: “Portanto, eu, prisioneiro no Senhor, rogo-lhes que vivam de maneira digna do chamado que receberam”.
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“Toda boa dádiva e todo dom perfeito vêm do alto, descendo do Pai das luzes, que não muda como sombras inconstantes.” – Tiago 1:17
Outras questões
O que significa o nome Mateus na Bíblia?
O nome Mateus deriva do hebraico “Mattityahu” e significa “Presente de Deus” ou “Dádiva de Yahweh”. Esta etimologia enfatiza a verdade bíblica de que cada vida humana é um presente divino, concedido com propósito. Como afirma o Salmo 139:13-14: “Pois tu formaste o meu interior, tu me teceste no seio de minha mãe. Eu te louvo porque me fizeste de modo especial e admirável”.
Quem foi Mateus na história cristã?
Mateus foi um cobrador de impostos (publicano) em Cafarnaum que Jesus chamou para ser um dos doze apóstolos. Anteriormente conhecido como Levi, ele deixou sua lucrativa profissão imediatamente quando Jesus o chamou (Mateus 9:9, Lucas 5:27-28). Após sua conversão, Mateus ofereceu um grande banquete em sua casa, convidando outros publicanos para conhecer Jesus (Lucas 5:29). Ele se tornou o autor do primeiro Evangelho canônico, utilizando suas habilidades de registro para documentar a vida, ensinamentos, morte e ressurreição de Jesus Cristo, com ênfase especial no cumprimento das profecias messiânicas.
O nome Mateus tem algum simbolismo espiritual?
Sim, o nome Mateus simboliza a verdade de que cada pessoa é um presente de Deus para o mundo, criada com propósito divino. Também representa a graça transformadora que pode redimir qualquer vida, independentemente do passado ou reputação. Como diz Isaías 43:4: “Visto que você é precioso e honrado à minha vista, e porque eu o amo”. Adicionalmente, o nome nos lembra que Deus frequentemente transforma nossas habilidades naturais (como a capacidade de Mateus para registros detalhados) em instrumentos para o avanço de Seu reino.
Qual versículo bíblico menciona esse nome?
O nome Mateus é mencionado pela primeira vez no Novo Testamento em Mateus 9:9: “Partindo dali, Jesus viu um homem chamado Mateus, sentado na coletoria, e disse-lhe: ‘Siga-me’. Mateus levantou-se e o seguiu.” Ele também aparece nas listas dos doze apóstolos em Mateus 10:3: “Filipe e Bartolomeu; Tomé e Mateus, o publicano; Tiago, filho de Alfeu, e Tadeu”, em Marcos 3:18: “André, Filipe, Bartolomeu, Mateus, Tomé, Tiago, filho de Alfeu, Tadeu, Simão, o zelote”, em Lucas 6:15: “Mateus, Tomé, Tiago, filho de Alfeu, Simão, chamado zelote”, e em Atos 1:13: “Quando chegaram, subiram ao aposento onde estavam hospedados. Achavam-se presentes: Pedro, João, Tiago e André; Filipe, Tomé, Bartolomeu e Mateus; Tiago, filho de Alfeu, Simão, o zelote, e Judas, filho de Tiago”.